пятница, января 05, 2007

Os primeiros 5 dias de janeiro

Zdravstvujtie!

O começo de 2007 está sendo, graças a Deus, muito bom.

Após dormir muito do dia 31 para o dia 01 (e acordar por volta do meio-dia, algo incrível por aqui), acordei bem-disposto e pronto para almoçar o maravilhoso rango feito pela Deise.

Depois, uma ida até a casa da Julia, conversamos um pouco e tomamos café.

Chegou então, o dia 02.
Dia de futebol.

E após a Palavra e oração, me chega uma enxurrada de meninas (umas 8) dizendo: "Queremos jogar bola!"

Fazer o quê? Anotei os nomes, convidei-as para a Escola e partimos pra bola. Ou mais ou menos isso. Elas ainda são muito ruinzinhas. Pra onde a bola ia, todas iam juntas. Fica impossível jogar assim, sem se ter ao menos uma pequena noção de futebol.
Então, marcamos para quinta feira, dia 04, um novo futebol, e com mais treino.

Passou-se os dias, e lá estávamos nós, dessa vez às 6:30am.
E ninguém estava com cara de sono. Exceto eu, é claro.

Pra começar, os meninos começaram a encher o saco.
"Arrente num vai rrogá naum?" - Vão, vão, calma.

Mas não dava, eles não queriam de jeito nenhum que as garotas pudessem jogar um pouco, nem que fosse por apenas 20 minutos.

E para completar, ao chegar na quadra, alguém tinha feito literalmente uma cagada , de uma trave a outra dos 2 gols.

Ma che stronzo, no? Então, tive que deixar a Deise por lá dando a Palavra juntamente com o Adeílton enquanto eu fui lá na Escola (que não é longe, mas exige uns altos e baixo na caminhada) para buscar um balde d'água com desinfetante e uma vassoura.

Após a lavagem (isso que eu chamo de futebol limpo), elas estavam prontas pro jogar. Eles também, é claro. Mas o combinado era que os primeiros minutos seriam delas. Protestos e mais protestos da parte deles, começamos.

O treino fo ibom, fizemo sesquema tático, mostrei as diferenças de atacante para zagueiro, essasc coisas e treinamos outros chutes além do habitual - e único, para elas - bicão.

Depois, eles jogaram, e num mini campeonato que fizemos, a final foi Os garotos pequenos X As Garotas.

Um jogo corrido, estranho e bizarro, que por final teve o resultado de 1X1 , graças ao bom desempenho da nossa goleira e o péssimo jogo do outro time, que fez um gol contra para elas.

Mas, empate é empate. E nos pênaltis, eles levaram a melhor.

Fomos pra casa, descansamos um pouco e mais a noite participamos do culto feito todas as quintas em frente a casa da Julia. A pregação foi em Isaías 38, feito pela esposa do pastor da igreja em que passamos o ano-novo. Crieo que Deus a usou, e também a Deise, que cantou um pouco na oportunidade que lhe foi dada.

E hoje, no dia 05, demos (Adeílton, eu e Deise) um jeito de arrumar nossa fossa aqui, cavando um buraco enorme onde coube até a Deise. As fotos, vocês vêem depios.

Então é isso. Ao contrário do Sudeste, aqui não vem caído uma gota d'água. Se eu pudesse, mandava toda essa chuva pra cá. "Mas Wendell, morreram 29!". É porque aí tem morro, risco de deslizamento, etc, etc. Aqui, não. O máximo do máximo que aconteceria é o Rio São Francisco encher e as nossas ruas lamaçentas virarem um pequeno riacho.

Beijos, abraços, abaixo a Telemar e até o próximo post!

вторник, января 02, 2007

Dia 31 - Rap Neo Yeah

Ou quase.

E chegamos no dia 31. O tempo passa, o tempo voa, mas a poupança do Banco do Brasil ainda não foi aberta.
Mas foi só pra completar a musiquinha mesmo.

Após o almoço, eu e Deise ficamos aguardando ansiosamente (pelo menos eu) a hora de irmos para a Igreja, onde iríamos passar nosso ano novo.

Nesse meio tempo, descobri o segredo de beber água gelada sem geladeira.
Nem Buda, com suas meditações, chegou a tal conclusão como eu cheguei.

Anota, Sidarta:

1) Compre uma bala Halls, de preferência a preta.
2) Beba a água na temperatura ambiente, mas com a bala na boca.

Entenderam o mecanismo da coisa, não? Jamais bebi água tão “gelada” assim. Quebrou-me um galho.

Mas, o tempo ainda ia passando, e nada melhor que me ocupar o tempo do que estudar um pouco – e agora saber que Napoleão Bonaparte não deveria NUNCA ter mandado aqueles 600.000 soldados para a Rússia. Era inverno, pô! Mas que espécie de líder era Napoleão? Bem feito, a Prússia, Áustria e Rússia se viraram contra ele. Mas quem se deu bem mesmo nessa história foi a Inglaterra. Abaixo o Bloqueio Continental! Isso sem falar na relação com D. Joaõ e D. Maria, a louca...

Mas...tem uma hora que, por mais inútil que cheguem as suas conclusões, e por mais besteiras que você possa escrever no palm e intitular aquilo como um livro guia chamado “Má Catadura – Um estudo aprofundado sobre suas causas e calças. Quase uma auto-ajuda”...sim, por mais que isso, o relógio chega no ponteiro exato.

Aí então, é hora de tomar um banho , passar gel e pegar aquela camisa vermelha-escandalosa-florida para passar o Ano Novo. O que você nunca pode contar é o fato de sua inexperiência com ferros de passar roupa, o que na maioria dos casos, fará com que você queime a camisa.

E foi o que aconteceu.
Mas, botei outra camisa – um tanto mais sóbria, preta e escrita em branco “Explore Nature” - e fui assim mesmo.

Chegando lá, vi que a Igreja mudou bastante. Poucos restaram do tempo em que lá estive, mas mesmo assim, creio eu, a Igreja se manteve...nos seus moldes.

E, com pregações, orações, louvores e uma pequena pausa para um lanche – que por ser amigo do bateirista, pude repetir -, a 12:00 chegava.

Ocorreu a ceia – no sentido bíblico da coisa -, mais uma oração, e quando abrimos nossos olhos já era 2007.
“Feliz ano novo”, “Feliz ano novo”.
Amém, amém.

E na volta, uma caminhonete pau-de-arara nos levou de volta pra casa. Vale ressaltar que a caminhonete se encontrava cheia, e eu fui em pé, na carroceria. Assim como nos típicos desenhos de que o personagem está em cima do trem e bate a cabeça quando vem um túnel, foi mais ou menos isso que acontecia comigo direto – só que com árvores.

E, após muitos arranhões, uma pequena parada do carro no meio do mato por motivos de falha mecânica, chegamos bem em casa, com muito, muito sono.

Só me restou aproveitar um pouco das energias e poder falar com minha família e namorada (que já está fazendo parte da família, dizem :-P), desejar um feliz ano novo a eles e...dormir. Não se antes ver o Orkut, é claro, e praguejar contra todos os Vibeflogs e Torperkuts do mundo.

2007 está aí, pessoal. Vamos aproveitar o ano, evitando cometer os mesmos erros de 2006. É a chance de quem errou, acertar. De quem fez pouco, fazer mais. E de quem fez muito, fazer muito mais.

Beijos, abraços, até...ah, deixa eu dormir.

Dia 30 - Iraque

E um dia após a execução do ex-ditador Saddam Hussein, lá íamos nós para o Iraque.

Iraque: Pequeno amontoado de casas (favela) saindo da cidade. A parte esquecida. Para ter esse nome, imaginem o que deve acontecer por lá.
Mas, fomos bem na Kombi que coube todo mundo (Eu, Deise e os componentes da peça).

E chegando lá, não pude deixar de notar o alta quantidade de crianças. Não vai ser tão cedo que o Brasil conseguirá as taxas de natalidade da Europa...

Mas fomos lá. Reunimos algumas crianças e colocamo-as para sentarem numa lona amarela. Enquanto isso, o Tio Wendell contava a historinha do Plano de Deus para eles.
W: Mas, vendo todas as maravilhas que Deus fazia, alguém não gostou nada nada e resolveu se fingir de serpente para enganar Eva e Adão...quem era?
Crianças: O cão! O cão!

Não deu pra segurar a risada, mas continuei a história, com outras pequenas surpresas, mas uma boa compreensão de todas.
Mais um pouco, o grupo se reuniu e apresentamos a peça "As Algemas". Eu e a Deise, dessa vez, participamos da peça, para tapar a ausência de duas meninas muito responsáveis do nosso grupo, que aliás, foram as mesmas de outro episódio nada agradável.
Mas é isso aí. Tudo ocorreu muito bem, pela graça de Deus.

Teve direito a pirulito, bala, e no final, um bêbado com um raminho, como se estivesse procurando sua bênção nele. Cada vez que falavam o nome de Deus, o homem olhava pro céu, em busca de uma intervenção divina. Acredito ser de boa fé em que ele procurava o seu Deus. Mas como tantos outros, ensinados por meios de tradições, e não da Palavra, acabam olhando pro céu...e indo pros braços do cão.

Fim da apresentação, pegamos a Kombi e voltamos, chegando a Escola.
20 minutos depois já começaria a aula do discipulado. E Exatamente 20 minutos depois, começou a chover muito (Meu Deus, como a Bahia tá mudada) , o que fez nossa energia cair e termos que prosseguir com a aula à luz de velas.
Impossível não citar:
"Bom Jesus da Lapa, cidade que seduz. De dia falta água, de noite falta luz."
E tudo isso corresponde a verdade.

Mas, a aula foi boa, e agora, deixem-me desfrutar do meu sono. Amanhã é véspera de Ano-novo.
Beijos, abraços, até o próximo post!

Dia 27, 28 e 29

Alguém conhece aí um bom remédio para amnésia?

вторник, декабря 26, 2006

Dia 26 - Fingers

6:20am, eu já estava levantando com aquele típico sol baiano nas fuças. Botei a camisa do Fluminense, a chuteira amarela e meião verde, tomei um gole de café e peguei a bola. Alguns minutos depois chegou o Adeílton e seguimos rumo à quadra.

Hoje, no futebol, nada de mais, além das confusões habituais de garotos bem acima da faixa etária permitida pra jogar quererem participar do jogo, forçando um pouco a bola. Nada que um pouco se papo firme com um ligeiro sotaque carioca não resolva, rsrs. Alguns chegaram mais tarde e ficaram exigindo querer jogar, enquanto o jogo já devia ter acabado faz tempo.

"Não vou vir mais jogar".
Ah, por favor. Dessa vez eram garotos. Chega de ser gentil pra tomar tapa-na-cara. Sim, amemo-nos uns ao outros, ofereçamos a outra face, mas reclamemos um pouco.

"Então não venha(m). Caso você(s) não tenha(m) percebido, isso aqui é um jogo diferente, organizado por pessoas interessadas a levar o Amor de Cristo a vocês. Querem deixar de jogar por motivos bestas, por falta de hombridade na hora de assinar a ficha cadastral e dizer "vou vir", e agora querem deixar de participar por que foram irresponsáveis o suficiente para se atrasarem, mesmo sabendo do horário de início?
Então não venham. Quem vai estar perdendo é vocês. Tem um monte de moleque ali na arquibancada querendo uma oportunidade, e só não tem por falta de vaga".

Afinal, aqui é Bahia, e não Hollywood.

"Foi mal aí tio, vou vir sim, vô vir sim.".
E tudo se resolveu, como de praxe.

Chegando a tarde, eu e a Deise fomos ao centro ver se havia chegado cartas para nós – uma vez que o Correio não passa por aqui para nos entregar as correspondências -, além de fazer a compra do mês e comprarmos algumas besteiras. Nunca pensei que panetone pudesse ser tão bom, por mais que a marca seja vagabunda.

É engraçado. O tempo demora a passar quando você está em casa. Mas é pisar fora de casa e 15:30 se transformam em 20:30 num passe de mágica.

E cá estamos. Eu, com uma gloriosa bolha no pé e dedo da mão dolorido devido ao futebol, e a Deise, um tanto desgastada pelo corre-corre de hoje, sedenta está por água e um bom banho.

Beijos, abraços, não tomem ki-suco Maratá e até o próximo post!

Dia 25 - .

Hoje, seria o dia do futebol. Veja bem: seria.
O cansaço da data festiva no dia anterior me deixou meio cansado, e eu só queria dormir.

Bem de manhã os garotos bateram aqui na porta: "Vamô jogá?". "Amanhã, por favooor", respondi, sonolentamente.
E tudo se resolveu.

Acordei – de verdade – lá para as 10:00am, e a Deise já estava acordada. Fizemos a devocional e as tarefas diárias da casa, e a tarde – uma vez cancelada algumas aulas a pedido dos alunos, pelo fim do ano -, o tempo, que é abafado e seco, custou a passar. Nada melhor do que aproveitar a nossa biblioteca e ler alguns livros, ou até mesmo algumas enciclopédias estudantis enormes, para tentar aprender a diferença entre Past Tense e Past Continous. I thinked, I was thinking....right?

E chegava a noite aqui, quando começamos a ouvir um barulho estranho lá fora, na vizinhança. Gritos, coisas quebrando e desespero – além da presença de curiosos parados no meio da rua, atentos, como nos mostrou a janela de nossa casa.
Isso foi exatamente no momento em que eu e Deise estávamos indo na casa de uma irmã aqui.

Por fim, deu-se a entender que o caso era de um de bêbado/drogado que, ao entrar em casa, deu um jeito de quebrar tudo que havia por lá e talvez bater na mulher. O que se via, minutos depois, era a triste imagem de um homem caído no chão, sendo segurado por outros dois homens, e chorando e gemendo como eu nunca vi igual. Estou tentando diferenciar a ação de demônios versus a ação da cachaça. Na dúvida, creio ser uma mistura das duas causas.

E, chegando em casa, a noite seguia. Eu tentei fazer um sopão Maggi aqui de Abóbora com Carne Seca, mas não fui bem-sucedido. Continuo preferindo miojo com steak de frango.

E assim que deu, entrei na internet para ver as fotos da pequena festa realizada na sede da EMAC em decorrência do aniversário da minha mãe, Jussara. Afinal, alguém especial e com a inicial "J" realmente tinha que ter nascido nessa data.

Deu para matar a saudade vendo as fotos do povo lá, minha mãe, meu irmão, e é claro, minha namorada, que estava linda. Não sei o que estão dando para essa garota, só sei que se continuar assim, daqui a pouco ela vira uma top-model e cria asas, rsrs.

E com saudades e muito sono, resolvi dormir. Amanhã sim, é dia de futebol.

понедельник, декабря 25, 2006

Dia 24 - Latan

Em tempo: O post "Amnésia" é do dia 23, e não dia 22, como dito

Véspera de Natal.
Aliás, véspera de uma data devidamente seguida com hipocrisia.
Consumismo desenfreado, falso moralismo, "Espiritualidade" em vão, além de hipocrisias em geral.

Bem de manhã, já começávamos aqui nossa Escola Bíblica. Como era de se esperar, não veio ninguém.
Ou quase. Porque meia-hora depois do horário normal do início da aula, chegou uma menininha aqui, com seus 8 anos, e nós não deixamos de passar a aula a ela, com desenho no nosso DVD, perguntas e algumas atividades de desenhar e pintar.

E então, acabando a aula, esperamos chegar meio-dia, que é nosso horário sagrado de almoço. Jaz na frigideira alguns steaks de frango...
E do tempo que sobrou, apenas aguardávamos às 18:30, horário em que iríamos a uma das Igrejas aqui da Lapa, ouvir algo acerca do Natal que fosse um pouco além da hipocrisia habitual, e porque não, participar de alguma eventual ceia. Nos convidaram para ir, então, que vamos!

Em quanto o horário não chegava – às vezes a hora demora a passar por aqui -, falei um pouco com minha mãe, minha namorada e alguns amigos pelo telefone. "Comam bastante" foi minha recomendação e felicitação.
"Bobeira!", você pensa, e ri. "Quem dera!", pensam alguns moradores daqui (os da favela, da "Juirema", não os da cidade, que nesse momento estão se acabando dançando Axé e bebendo Skol para comemorar o nascimento do Deus menino), e choram.

E deu a hora. Arrumamo-nos e fomos em direção a casa da irmã que nos levaria até a Igreja. Um pouco de espera, e seguimos um bom caminho a pé até chegarmos no centro da cidade. Lá, na praça central, ocorria a "comemoração", com direito a sexo, drogas e Calypso. E eu não estou fazendo piada, tampouco achando graça.

A Igreja, por algum motivo, encontrava-se de frente para a praça. E foi entrar na Igreja para tomarmos um susto: Os graves das caixas de som da praça faziam um barulho horrível nas janelas e vidraças do lado de dentro da Igreja, fazendo com que eu pensasse "Meu Deus, como haverá um culto aqui?". Fora o risco – talvez imaginário – de pensar que os vidros poderiam se romper e machucar algumas pessoas.
Até os 15 minutos iniciais do culto, parecíamos que estávamos dentro do inferno. Pá-pá-pá-pá. E eu não ouvia nada do que o pastor falava.

Milagrosamente, o som deu uma pausa lá fora, e assim, pudemos ouvir o culto – e descobrir que quem estava falando não era o Pastor, e sim um irmão que estava abrindo o culto.
Alguns hinos, orações e coisas normais de qualquer liturgia, foi a hora da pregação, em que o pastor tomou posse do microfone e pregou, é claro, sobre o Natal.
Um tanto menos hipócrita: Falou sobre o verdadeiro sentido dessa data, sobre quem é Jesus Cristo, enfim, uma pregação cristocêntrica que fazia tempo que eu não ouvia...Só espero que esse tipo de pregação não ocorra só nessa data.
Algo que marcou também foi como Jesus Cristo nos vem dar a vida eterna: "Eis que estou na porta e bato", ou seja, ele não precisa descer pela chaminé, escondido pela madrugada, para entregar esse presente.

Fim da pregação, mas não do culto.
Como toda Igreja normal nessa data, fizeram uma pequena apresentação teatral sobre o nascimento de Jesus. E foi com certa surpresa que eu percebi que a Maria era a Meidiane, uma amiga minha do tempo em que eu estudei aqui.
A peça foi...uma peça de natal.

Acabando o culto, todos saíam, alguns se cumprimentavam: "Feliz Natal!". Procurando a Deise, acabei encontrando-a conversando com a Hercília (moça que nos convidou a ir na Igreja) e a minha amiga.

- Meidiane?
- Como você sabe meu nome?
- A gente estudou junto, 5ª série, Escola Batista. Eu sou o Wendell, o do Rio...
- Nossa! Como você mudou, nem te reconheci!

E não é pra menos. Há 6 anos atrás eu era gordinho, careca e bem mais feio.
Em compensação, ela não mudou muito.

Nem ela, nem minha ex-professora Lucimaria, que apesar da chapinha, estava perfeitamente reconhecível.
Ela lembrou-se de mim, a gente conversou bastante, e por fim ela já estava falando pra Deise que eu era muito bom aluno, só tirava nota 10...É, o que o tempo não faz.

No final, despedimo-nos todos e seguimos para casa.
E no caminho, passamos nas casas de alguns irmãos, só pra dar um Boa noite mesmo, ou até um Feliz Natal. Contraditório? Ô.

E chegamos em casa, mais ou menos umas 23:00. Não havia tido nenhuma ceia na Igreja, mas o culto foi bom, e estávamos seguros em casa, para comer nossa ceia: Passas ao Rum, Panetone e Batata Palha.
Pode parecer pouco, principalmente se você estiver comparando com a sua.
Mas se eu for comparar a minha aqui com a dos irmãos que eu e a Deise passamos para cumprimentar, estávamos com a mesa farta. Muitos deles, não tinham nada.

Aliás, a parte da cidade aqui estava meio apagada.
Tudo escuro, casas vazias, ruas desertas. Ninguém acostumado a fogos e grandes comemorações diria que era realmente Natal.

E foi nesse clima, às 23:45 que eu resolvi sair correndo, subindo morros e descendo ladeiras, encarando cachorros vira-latas e sombras medonhas – todas de árvores -, em busca de um pouco de refrigerante gelado.
Encontrei, já no início da cidade, um lugar que vendia e comprei uma Pepsi. Corri na mesma velocidade e excentricidade para casa, e às 23:59 só deu tempo de cair suado/morto no chão de casa e ouvir a Deise falar "Feliz Natal" e, bem longe, uns 6 segundos de fogos.

Bebi muito pouco, ou pelo menos nem tanto como eu queria. A dor de cabeça, dor nas pernas e respiração descontrolada só permitiram-me entrar um pouco na internet para dar um "oi" a todos e dormir. Dormir e se preparar para o futebol que haveria no mesmo dia, às 6:00am.

Beijos, abraços e até o próximo post, se a Telemar nos permitir!

Dia 22 - Amnésia

Peço desculpas pela amnésia que vem me abatendo nos últimos dias.

Já é a 2ª vez em que eu acordo achando que meu nome é Pablo e que eu moro na Cidade do México.
Mas estou bem.

E hoje, teve o discipulado, onde aprendemos um pouco mais do funcionamento da bíblia além de uma pincelada sobre as diferenças do Catolicismo e Protestantismo.

Após a aula, só me lembro de ter entrado na Internet e dormir.
Abaixo a Amnésia!

суббота, декабря 23, 2006

Dia 22

Em decorrência das datas festivas, não tem acontecido nada por aqui na Escola. "Férias" rápidas.
Tempo livre em que usamos para separar algumas doações de material de higiene e roupas para a distribuição aqui

Mais tarde, uma pequena ida ao mercado, onde compramos algumas coisas que estavam faltando e uma vassoura maravilhosa, que varre muito bem, além de ser enrroscável, ou seja, nunca mais esse negócio de "usar prego" para fixar o cabo de madeira na base.

Nossos problemas terminaram.

E depois, mais uma noite de internet, apesar da ausência de algumas pessoas no MSN.
Sono. Muito sono.

Beijos, abraços, Até o próximo post.

Dia 21 - A full/fool day

Mas antes, deixem-me contar o restinho do dia 20.

E chegando a noite, ligamos para o moço que nos levaria de carro até a rodoviária.
Enquanto isso, algumas orações, abraços e chororôs típicos de despedida.
Era o dia em que o Rodrigo e a minha vó iriam retornar ao Rio, juntamente com a Bia, uma das jovens daqui que nos ajuda com nosso projeto.

Chegamos bem na Rodoviária, mesmo dividindo o banco do carona, no carro.
O ônibus estava previsto para chegar às 21:00. Algum tempo, hippies, e bicicletas depois, a condução chegou, atrasadíssima, às 22:30. This is Bahia.

E após as recomendações finais (Bia: Beba toda a água grátis que puder no caminho; Vó, cuide dessa coluna, Rodrigo: Venha pra Bahia, case com uma moça da loja de revelação de fotos e seja feliz), lá se foram eles, no ônibus da Novo Horizonte.

E a noite corria.
Corria sonolenta, é claro.

Aqui, com a questão do fuso-horário, falta de agitação noturna e ausência de TV, além de coisas típicas da cidade, como um tiro ou outro de vez em quando para nos preocuparmos, acabamos dormindo muito cedo. Às 20:00 já estamos caindo de sono.

E já passara da hora do William Bonner ter ido dormir, e estávamos, eu e Deise, andando de volta pra casa, pelo menos em quanto não achávamos um moto-táxi até aquela hora.

W: E agora, Deise? A festa acabou, o povo sumiu. E agora, Deise? A luz apagou, o sei lá o que do cavalo branco. E agora, Deise?
D: Buáááááá
W: Buáááá...epa, olha ali um moto-táxi!

E assim, pegamos nossa condução e chegamos em casa, onde não tínhamos disposição para qualquer outra coisa que não fosse dormir.
E acordar cedísimo, no dia seguinte. Era dia de futebol.

Dia 21 – Agora sim.

Quinta-feira, 6:05am, devido a uns toques a mais no despertador. Eu acordava.
Quinta-feira, 6:35am, devido a outros toques a mais no despertador. Eu acordava.

Botei o uniforme, e parti pra quadra.
Não sem antes, é claro, chamar o Adeílton pra me ajudar, uma vez que o Rodrigo havia ido pro Rio e eu ficaria sozinho no comando da molecada.

Tudo ocorreu bem, inclusive botamos algumas meninas pra jogar no time, o que realmente provou a receita estrondosa de mulheres + futebol = canelas doídas.

Mas tudo certo, e com a ajuda de Deus, do Luís (rapaz que eu não conhecia, mas apareceu disposto a ajudar como juíz, de apito, cartão e tudo), do Adeílton e outros, o futebol foi legal.

E é claro, ao chegar em casa, eu estava...morto.

Após almoçar alguma coisa, pensei “meu dia agora será tranquilo”, e tentei dormir.
O calor, os mosquitos, o ACM e outros motivos fazem-nos como resultado parcial a privação de sono. Fazer o quê? Não dormi.

E à tarde, as mesmas meninas que jogaram bola aqui mandaram dizer que “nunca mais botariam os pés na Escola Missionária”.

“Por quê?”, pensei eu. Só porque eu as chamei, em outras palavras, de perna-de-pau?
Pelo contrário, foi por um motivo mais bobo ainda. E que não tinha nada a ver comigo.

Nós aqui, sempre que podemos, tiramos fotos do que fazemos (nossas peças, futebol, discipulado, etc), para mostrar a sede no RJ e por no Blog também, pra quem quiser ir acompanhando.

E a birra toda era que eu e a Deise não mostrávamos essas fotos a elas.
Ora, elas e qualquer outra pessoa tem o direito de ver essas fotos, uma vez que as tais não guardam nenhum Real Segredo, e sim memórias de um trabalho que vem sendo realizado pela graças de Deus.

Mas há gente que não entende isso.
E quando se tem,. Em média, 13 anos, a coisa fica pior.

E da forma mais sutil possível, mais educada, mais carinhosa, procurei deixar claro à todas:

1) Não tenho/temos obrigação de mostrar as fotos. Quem quiser as ver, peça-as.
2) Vim do Rio pra cá, larguei família, namorada, amigos e filhos (ok, esse último não) para ajudar um pouco aqui no que puder, e a última coisa que eu quero é ficar discutindo, principalmente quando o assunto em questão não merece ser discutido.
3) E caso elas realmente “não colocassem mais os pés” aqui, quem estaria perdendo não seríamos nós. E sim, elas.
4) Pedi também para que olhassem a grandeza de Deus e o seu Amor, e a pequenez do “problema”.

Após isso, ficaram sem argumento. Não pude fazer nada além de entrar na casa e deixar claro a elas, além do que foi dito, que a porta continuava aberta a quem quisesse aprender um pouco mais de Deus.

Uma hora depois, foi com muita surpresa que eu as recebi, falando:
“Desculpa, a gente realmente não pensou, falamos besteira, bláblábláblá”.

“Ok”, falei eu.
Teria sido mais sincero se eu não ficasse sabendo depois, por intermédio da Deise, que a mãe de uma delas repetiu tudo o que falei (mesmo sem saber), e por pouco, como na Novilíngua, a Ignorância não virou força.

“Preciso descansar’, pensei novamente.
“Calma”, me falou o computador. Olhei-o de novo, e resolvi conversar com ele. Alguns minutos de cyberdiálogo e chipconfraternização, botei-o em funcionamento. Agora, não precisarei usar mais as lans que tempos por aqui.


Réplica do nosso computador. Ao menos, a conexão é melhor do que a das Lan's.

E assim, Deus me abençou, fazendo com que eu fosse dormir às 2:00am, mas não sem antes falar com meu pai, minha mãe e minha namorada. Enfim, matar saudades.

Dormi bem
E acordei tarde.

среда, декабря 20, 2006

Dia 20 - Vem pra Caixa você também, vem!

VEJA AS FOTOS DS POSTS ANTERIORES COM A TRIBO PANKARU!

ihola!
Estamos bien, digo, bem.
Hoje o Rodrigo e a Zuleide irão voltar pro RJ, e ficaremos eu e Deise aqui. Já compramos nossa ceia pro aniversário da minha mãe, digo, natal.

4 steaks de frango
1 Sopão Instantâneo de Abóbora com Carne Seca
Fandangos
Panetonne
E algumas frutas.

Antes disso, passamos no BAnco do Brasil, afinal, preciso abrir uma conta.
Conta essa que não foia aberta devido a eficiência do atendimento desse banco em conjunto com minha situação aqui na Bahia, já que não há nenhum "representante legal" comigo, e minha vó não está podendo se deslocar muito.

Então, deixa pra lá.
Vão pra caixa.

Enquanto isso, um passeio na cidade de despedida do Rodrigo, gravamos o CD e estou postando as fotos atrasadas aqui.

http://xs210.xs.to/xs210/06513/100_1371.JPG
"Caminhando e cantando, e seguindo a canção."

É isso então, pessoal.
Cuidem-se, beijos, abraços e até o próximo post!

вторник, декабря 19, 2006

Dia 19 - Earth, Wind and Fire.

Ontem foi dia 18. Pense pelo lado positivo (ou não). 18 - 1 = 17. Número esse, que era o "número secreto" da sociedade secreta de Pitágoras. O que isso significa? Nada. Absolutamente nada. Mas é uma forma de enrolar um pouco você, sabendo-se que hoje, dia 19, eu pouco me lembro de ontem, dia 18. Entendeu? Espero que não, mas prossiga mesmo assim. Dormir às 22 e acordar às 6 me faz...assim.

Deixe-me organizar a mente. Quer dizer, deixe-me consultar a máquina fotográfica...Dia 17 teve escolinha aqui pra criançada.

Tio Wendell com as criancinhas a desenhar.

No dia 18, não sei nada, a não ser que comemos bem e, bem de manhã, tivemos o segundo futebol aqui. Tudo ocorreu bem, como da primeira vez, graças a Deus. Fizemos um esquema de incsrição, pra controlar melhor o pessoal, e estamos vendo a possibilidade de um campeonato, tanto pra meninos quanto pra meninas, uma vez que elas também querem participar.

E hoje, dia 19, após a nossa devocional diária, comemos....peixe! Hmmm, uma delícia.
Mas delícia mesmo foi o que veio depois. Caviar? Torta de limão? Coca-cola? Quase isso.
Chuva.

Sim, chuva. Vestígios da tropicalidade desamanhecida e emaranhada em meu ser.
Choveu bastante, "alagou um pouquinho", mas resfriou bastante o tempo daqui. Eu até mesmo gravei um pequeno vídeo demonstrando a minha alegria, mas para não comercializarem-no com fins de "Dança da chuva - Água no sertão em 15 passos", prefito poupá-lo de tal divulgação.

Mas, como diria aquelecaraqueeuesquecionome, toda ação tem sua reação. A chuva fez uma parte da cidade ficar sem energia elétrica, e aquele velho problema da internet voltou. Ficamos sem cybercafé, e logramo-nos para uma lan house muito feia mesmo, e que ainda por cima toca...funk carioca.

Será possível? À 1650 km de casa, essa maldição não se afasta de nós. Argh!
Mas estamos bem, e agora ao som de um hip-hop tosco, vou-me embora urgentemente, pois meu ouvido não é penico.

Até mais pessoal, fiquem bem! Beijos, abraços, continuem orando por nós.
Até o próximo post!
Carol, tô morrendo de saudades....Te Amo!!

Índios, rebeldes, bolas, butijões, roubos e etc.

Os acontecimentos a seguir ocorrem da manhã do dia 16 até a noite do dia 17.
As fotos, como vocês devem saber, vem depois.

Hau!
Acordamos no dia 16, acredite se quiser, com frio.
Pus meu casaquitcho cor-de-abóbora e esperamos o nosso pau-de-arara (meu Deus, quanto hífen!) chegar, exatamente às 5:30am.
Entendeu o lance do frio agora, né? (Estou fazendo aquele sinalzinho com a mão de troca-lâmpadas).

E, juntamente com o pessoal da peça aqui, e alguns "convidados" (que eu acho que na verdade não foram convidados), partimos em direção à Agrovila 19, onde vivem, não pescam e não caçam, a tribo indígena Pankaru.


"...a Deus do Céu, por que tamanha, judiação..."

Umas duas horas e meia de viagem (num carro movido à butijão de gás), chegamos lá.
De cara, uma placa fofa com os seguintes dizeres: "Área Proibida, Reserva Indígena, Governo Federal, Nescafé com chocolate". Ok, ok, essa última parte não continha na placa, foi só pra dar um charme.

Mas a placa era bobeira para nós, uma vez que a Sede do RJ havia ligado para a tribo (ou você acha que eles ainda se comunicam com fumaça? Aguarde e confie.) e nossa entrada lá estaria autorizadíssima.


Oca oca oca oca oca

E ao estacionarmos nosso veículo automotivo por lá, todos nos olhavam apreensivaemnte, como se fossémos do navio de Pedro Álvares Cabral ao chegar naquelelugarqueeuesquecionome. De uma casa, me sai um senhor sem camisa e com uma calça jeans surrada, com cara de "Uadarréu?".

Era o pajé, que segundo suas próprias informações, não havia sido informado de nossa ida até lá.
Ossos do ofício.


Wendell e o Pajé da Tribo Pankaru.

Mas, atendeu-nos bem. O pessoal saiu do carro, e ele foi avisado do nosso propósito por lá: Apresentar uma peça teatral, e continuar o trabalho de doações que havia sido feito na última ida de uma de nossas representantes. Nesse caso, bolas para os meninos.


Mim Zuleide.

Muito simpático, abriu nos as portas das ocas.
Nesse momento, vós mecê deve estar se perguntando: "Eles estavam pelados?", "Eles usavam kokar?", "Eles eram canibais?".

A resposta a todas essas perguntas é não. Estavam todos vestidos, crianças e velhos, cmulheres e homens (inclusive um usava um abadá da banda Eva, coisa não compreensível por mim até o momento). Quanto às características indígenas de cada um, é bom deixar claro que todos ali não são "100%", e sim descendentes. O que não tira o mérito deles, é claro.

E as pinturas Wendell, e as pinturas? Urucu, seivas? Não, não. Tinteiros Pilot, mesmo.
O que, obviamente, me surpreendeu também.


Deise e Zuleide com uma pequenina da Tribo.

Continuando...
Então, toda a tribo e reuniu e foram até a escola-igreja de lá, onde fariam uma apresentação pra gente (e onde faríamos uma apresentação a eles, da nossa peça). Gravamos o vídeo, veja abaixo:


How do you say deee-groovy?

A apresentação deles foi muito bonita, com músicas, chocalhos e bastante respeito as origens e tradições. Ou você pensou que eles iam tocar jazz pra gente? Pensou errado, hmpf!

E assim foi o dia na tribo. Eles, por sinal, gostaram muito também da nossa peça, e um representante da Funai que se encontrava por lá também nos parabenizou e interessou-se pelo projeto.


Peça Teatral "As Algemas"


Do mais, não é necessário falar que minha vó, também descendente de índios, se enturmou com o pessoal e voltou pra casa cm colares, saias e uma gama de outros materiais indígenas, além, é claro, da civilizada amizade de todos.


Empolgação? Só um pouco. :-P

Antes de sair, fui até a casa do Pajé tomar uma cafézinho. A casa era bem legal - muito diferente de uma oca -, mas o que mais me comoveu e trouxe-me lágrimas ao olhos foi, sim, isso mesmo, um pôster do RBD e um CD do Bruno e Marrone.

E o café? Delicioso. A primeira vista eu quase não aceitei, já a segunda, quase pedi bis. Ou melhor, café.

Entregamo as bolas, as crianças ficaram felizes por demais e algumas até já arriscavam alguns chutes.


Tribo Pankaru reunida com a gente.

E assim, voltamos para casa. Não sem antes o carro pedir combustível. Paramos no meio do caminho, trocamos o butijão de gás e partimos.


Hora de voltar.

Momento do descanso.
Que durou até às 17:00, quando ocorreu o nosso discipulado. A minha vó não estava muito bem, e ela iria dar aula. A Deise então preferiu arriscar e me colocou pra dar aula lá pra galera.
Até que como iniciante, creio eu, não fui tão mal assim. Com alguns exemplos, ilustrações e Palavras, a aula ocorreu normalmente.

Não posso deixar de falar, é claro, de que "ensinando", a gente aprende muito mais. É incrível ver garotos da minha idade que largaram os estudos, foram pro cabo da enchada, sofreram (e aidna sofrem), em todas as circustâncias, mas não abandonam nunca a sua fé. Fé essa, que é firme em Cristo.

E chegou Sexta-feira.

Sinceramente, a sexta foi bem monótona, a não ser claro, pelo tempo, que resolveu dar uma trégua.

Esqueçam o "monótona". A noitinha, houve um pequeno incidente por essas bandas.
Uma das moças aqui da cidade, que foi liberta do alcoolismo em 2000, quando vim aqui pela primeira vez, teve uma certa quantia de dinheiro roubada, e mandou suas filhas até nossa sede pedir para que fóssemos lá e orássemos.

Chegamos na casa dela, e o clima, deixo vocês imaginarem. Só lembrem-se que, independente da quantia, ela e seu marido batalharam muito pelo dinheiro, e ele seria usado em uma viagem de necessidade por eles.

Oramos, e pela graça de Deus, tudo isso será resolvido. Enquanto isso, conto com a oração de vocês também. Orem pela Júlia.

Beijos, abraços, e até o próximo post!


 
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